quinta-feira

Como fazer a mudança do gato


Um problema sério para quem tem um gato, é encontrar-se diante de uma mudança de casa ou de cidade e não saber bem o que fazer com o dito cujo, já que, segundo dizem, o gato se identifica com a casa e não, necessariamente, com o “dono”.

Levar na marra e prendê-lo por uns tempos em um quarto foi o que fez uma vizinha quando mudou-se de outra cidade para a casa ao lado. Segundo ela, ele ficou preso um mês no quarto, e o resultado visível foi um gato inteiramente neurótico, anormalmente solitário e infeliz que miava para o nada. Uma cena lamentável.

Mas, nada como uma cultura popular, não é verdade? Ditados, usos e costumes teem uma sabedoria que não se sabe bem nem de onde e nem quando surgiram. Nesse universo cultural e sábio, tem uma receita perfeita para a mudança – com os gatos – e sem traumas ou sustos.

No dia da mudança, recomenda-se passar um pouco de “sebo”, um tipo de gordura animal, no rabo do gato e, antes de levá-lo para a nova casa, passe – o sebo – tambem no pé da mesa da cozinha onde o gato deve ser deixado quando chegar.

O lance é o seguinte. O gato tem um caso especial com o próprio rabo, e como o seu universo – e dos demais animais – ainda é orientado pelos cheiros, ele se identifica imediatamente com o “pé da mesa”, logo com a casa.

Crendice? Não mesmo! Eu mesmo usei a receita na mudança do meu gato para outra casa na mesma quadra e ele nunca voltou à casa antiga.

Se tem outro método, deixe aqui em um comentário, pois, pode ser muito útil para outros usuários.

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12 comentários:

Selise disse...

A primeira dica é ser próximo ao seu gato e tratá-lo sem distanciamento preconceituoso.
A segunda é ter posse responsável e só morar em casa e ap que tenha tela em TODOS os lugares. Porque ele voltar pra outra casa é o de menos, e se no dia a dia mesmo ele sair e comer veneno, ser atropelado, ser pego por um cachorro?
No caso dos eu post, acredito até que a intenção tenha sido boa, então me desculpe, mas não vi nada tão ridículo e preconceituoso com relação aos hábitos de gatos ultimamente. Tenho gatos desde que nasci e hoje tenho 30, então faça as contas. Já me mudei e tive vários bichanos, assim como outras pessoas que conheço, inclusive minha irmã já se mudou 3 vezes de casa nos 13 anos da gatinha dela, a Chica. Gato NÃo se apega só à casa, a não ser naqueles casos em que a pessoa acha que cuidar de um bichano é dar água e comida.

Anônimo disse...

Outro método: janelas teladas (vide posse responsável)!!
Assim o bichano não volta para a casa antiga e também não corre todos os riscos que um gato doméstico corre perambulando pelas ruas.

"Não se perca ao entrar no meu infinito particular". disse...

Não sabia dessa, mas um dia eu testarei...
Ótimo. beijos

Fabiane disse...

Nao tenho outro metodo, e nunca tinha visto algo do genero...
Mas achei muito interessante!
amo meu gato, nunca o deixaria para tras.
Foi muito bom receber esta dica
bj

Anônimo disse...

Sinceramente, acho que você nunca teve gatos, ou se teve, não dava a devida atenção à eles. Quando sai da casa dos meus pais, eu pensei exatamente isso, que o meu gato ficaria sozinho e solitário na minha nova casa, então deixei-o lá. O resultado foi um gato deprimido, que não saia de cima da minha cama ou do sofá, e que meu irmão tinha que levar a tigela para o lado dele para que pudesse comer. Trouxe ele para minha nova casa, e ele voltou a ser feliz como era antes!

biah disse...

se eu tivesse um gato, ia tentar fazer isso!!! xD
adoro gatos *-*

Anônimo disse...

Amarrar o gato no pé da mesa....

Wan disse...

Olá!

Muito boas as reações à idéia proposta no artigo. Algumas pessoas fizeram ilações sobre hipotéticos preconceitos com relação às “idiossincrasias” dos gatos, ou mesmo que eu nunca tive gatos para pensar coisas do gênero.

Claro que o objetivo do artigo é partilhar uma experiência real e, ao mesmo tempo suscitar idéias e/ou opiniões no sentido do objetivo único ou o bem estar dos gatos.

Quanto as opções ou preferências na relação e trato com o próprio gato, tambem, é algo muito particular e, acreditamos que além do bem estar pessoal que o gato proporciona, está implícito o bem estar e o respeito à natureza dos bichanos, não é verdade?

Colocar telas nas janelas, fechar a casa, monitorá-los o tempo todo, criá-los em apartamento, “te-los” em grande quantidade... tudo isso, como disse acima, vai do gosto de cada um.

O meu é macho, não é castrado, mora em uma casa, sai quando bem quer, e é o centro das atenções e carinho de todos quando está em casa. É o nosso jeito de aceitar e respeitar a sua natureza, principalmente, porque a idéia de “meu”, para mim não existe de fato, como de resto não existe entre as pessoas.

É isso!

Um grande abraço a todos

Gabriela disse...

Wan, você nunca pensou que deixando seu gato, que não é castrado, sair na rua quando bem entender não irá fazer com que muitos gatinhos nasçam e vivam abandonados na rua? Você pode acreditar que é importante respeitar e preservar o instinto do animal, mas deveria ser um poquinho mais consciente em relação aos animais abandonados.

Wan disse...

Olá Gabriela!

É uma possibilidade. Este é um gato adotivo como os outros que tivemos. E temos na família maior, outros igualmente recolhidos nas ruas e, não são o que se denomina comumente como gatos “pé-duros ou vira-latas”, o que denota a sua origem.

Embora pareça um paradoxo, na realidade sou contra a reprodução de animais ou mesmo o modismo que tem feito a população de cães – sobretudo estes – e gatos aumentarem absurdamente, não necessariamente pela reprodução aleatória mas, sobretudo, pelas verdadeiras “fábricas de filhotes” que fazem a festa das fábricas de ração, pet-shops e de toda uma economia que gera bilhões explorando esta prática até então saudável em “fetiche”, das pessoas.

Tanto é que, como os gatos que recolhemos, já adultos, muitos centros de adoção estão cheios de cães de raça, como o poodle, que não se reproduz nas ruas e, embora exista, o problema real ocorre com os cães abandonados.

Mas, apesar das ressalvas, a sua observação procede.

Um grande abraço

Anônimo disse...

ola!
entao, me mudei para uma casa nova e deixei meus gatos presos por tres dias no meu quarto, com a mesma roupa de cama (tanto minha quanato deles) e deu tudo certo! com o decorrer das semanas eles se acostumaram e foram saindo aos poucos do quarto pra casa...


beijos e boa sorte...
PS: e mudanca internacional? alguem tem alguma experiencia?

Wan disse...

Olá!

Foi uma ideia maravilhosa. É mais uma alternativa para a mudança dos bichanos.

O universo dos gatos se organiza através dos cheiros, sobretudo. Talvez aí esteja a explicação para a crença comum, segundo a qual os gatos seriam amigos da casa – e seu ambiente de cheiros – e não necessariamente dos “donos”.

Bom você ter compartilhado conosco.

Beijos